Em 2026, praticamente toda empresa tem dashboards, relatórios automatizados e milhares de métricas disponíveis.
O problema? A maioria ainda mede o que é fácil — não o que é relevante.
Curtidas, impressões, sessões e até mesmo conversões isoladas continuam dominando discussões, enquanto perguntas estratégicas seguem sem resposta:
O marketing está gerando crescimento incremental?
Estamos investindo nos canais certos?
O que realmente explica aumento (ou queda) de receita?
Este artigo mostra quais métricas realmente importam em 2026, como organizá-las por nível de decisão e como abandonar, de vez, métricas de vaidade.
1. Por que métricas de vaidade ainda sobrevivem
Métricas de vaidade persistem porque elas são:
- fáceis de coletar
- fáceis de explicar
- visualmente atraentes
- historicamente usadas
Mas elas têm um problema central: não orientam decisões difíceis.
Exemplos clássicos:
- pageviews
- impressões
- CTR isolado
- seguidores
- alcance sem contexto
Essas métricas podem indicar atividade — mas não impacto.
2. O erro mais comum: misturar níveis de decisão
Em 2026, métricas precisam ser organizadas por nível de decisão, não por ferramenta.
🔹 Métricas operacionais
Usadas no dia a dia para ajustes rápidos.
🔹 Métricas táticas
Usadas para otimização de canais e campanhas.
🔹 Métricas estratégicas
Usadas por liderança para decisões de budget e crescimento.
Quando tudo aparece no mesmo dashboard, a confusão é inevitável.
3. Métricas operacionais que realmente importam
Essas métricas ajudam times a agir rápido:
- taxa de conversão por etapa da jornada
- custo por evento-chave (não só por conversão final)
- frequência de eventos de intenção
- tempo médio até conversão
- taxa de erro ou quebra na jornada
Essas métricas são essenciais para otimização contínua, especialmente em performance e growth.
4. Métricas táticas: onde marketing ganha eficiência
Aqui estão as métricas que diferenciam times maduros:
4.1. CAC ajustado
CAC considerando:
- MTA
- incrementalidade
- custo real por usuário qualificado
4.2. ROI incremental
Não é “ROAS de plataforma”.
É o impacto real após controle e testes.
4.3. Custo por usuário engajado
Vai além do clique e mede valor intermediário.
4.4. Taxa de progressão no funil
Quanto cada canal ajuda o usuário a avançar — não apenas converter.
5. Métricas estratégicas que movem crescimento
Essas são as métricas que importam para liderança:
🔹 LTV real (não estimado superficialmente)
Baseado em dados históricos e comportamento.
🔹 Relação LTV / CAC incremental
Indica sustentabilidade de crescimento.
🔹 Elasticidade de canais
Quanto o resultado cresce (ou não) quando o investimento aumenta.
🔹 Payback real
Tempo para recuperar investimento considerando impacto incremental.
🔹 Receita incremental atribuída ao marketing
A métrica mais difícil — e a mais poderosa.
6. Métricas de jornada: o elo perdido
Em 2026, empresas líderes medem jornada, não só conversão.
Exemplos:
- profundidade média da jornada
- eventos que mais antecedem conversão
- comportamentos preditivos
- abandono por etapa
Essas métricas alimentam:
- MTA
- modelos preditivos
- personalização
- IA generativa
7. Como métricas modernas se conectam a MTA, MMM e experimentação
Nenhuma métrica vive sozinha.
- MTA → explica contribuição ao longo da jornada
- MMM → explica impacto macro e orçamento
- Experimentação → valida causalidade
As métricas certas surgem da combinação desses três pilares.
Sem experimentação, métricas mentem.
Sem MTA, métricas simplificam demais.
Sem MMM, métricas perdem visão estratégica.
8. Dashboard moderno em 2026: menos é mais
Dashboards eficientes seguem três regras:
- poucas métricas (mas certas)
- contexto claro (comparações e benchmarks)
- ligação direta com decisão
Se uma métrica não leva a uma ação clara, ela não deveria estar ali.
9. Checklist prático para sair das métricas de vaidade
✔ cada métrica responde a uma decisão
✔ métricas ligadas a resultado de negócio
✔ distinção clara entre níveis (operacional, tático, estratégico)
✔ métricas validadas por experimentos
✔ integração com MTA e dados financeiros
✔ revisão periódica do que é acompanhado
Conclusão
Em 2026, medir não é acumular números — é orientar escolhas difíceis com confiança.
Empresas que abandonam métricas de vaidade:
- investem melhor
- discutem menos opinião
- crescem de forma mais previsível
Métricas certas não tornam decisões mais fáceis.
Elas tornam decisões mais corretas.
Quer redefinir as métricas que guiam seu marketing?
A M.Martech ajuda empresas a estruturar métricas acionáveis, dashboards estratégicos e sistemas de mensuração conectados a resultado real.
Agende um treinamento ou diagnóstico e leve suas decisões para outro nível.
Agendar conversa